15 de Setembro.
Olho para trás... E, sei que aquele tempo não volta, sei que todos os nossos momentos estão enterrados, talvez por vontade minha.
Afinal nada volta a ser o que era, nós tentamos mil e uma vezes e nem assim resultou.
Talvez fosse da imaturidade, do orgulho, dos maus feitios, de tudo, menos da falta de amor.
Isso foi algo que nunca, mas nunca nos fez falta, estávamos cegos, imersos em amor, não aquele dos adultos, mas sim o verdadeiro.
Esquecíamos o mundo, vivíamos na lua e as estrelas eram as nossas melhores confidentes.
Não conhecíamos limites. Talvez eles nem existam num sentimento tão real.
Eramos eu e tu, tu e eu, nada poderia ser melhor, nada poderia separar.
Pensava eu. 
A verdade é que apesar de eu acreditar de corpo e alma no amor, ás vezes ele não chega, ás vezes a vida ganha-nos e nós.. Bem nós pouco podemos fazer para alterar isso.
Tentámos, sim.
Quisemos mudar o destino, permanecer unidos como o imenso mar e a areia.
Contudo, algures do meio da luta, perdemos.
Fomos derrotados.
Se o amor morreu?
O amor está profundamente adormecido dentro de mim, dentro dele.
Este amor ficará para sempre guardado.
Agora apenas relembro,
que foi exactamente num dia como este que a nossa história encantada começou.