Mãe. 3 letras. Uma palavra tão pequena, banal. Que, significa o meu universo.
Eu não te posso perder a segunda vez, não posso, não aguento. És o meu pilar, o meu ídolo, orgulho, és a minha força, a razão pela qual quero ser algo nesta vida, a minha guerreira. És a melhor pessoa da minha vida, a que me protege acima de tudo, a que nunca, mas nunca me abandonou por mais erros que tenha cometido, és o meu ponto de abrigo, tens o melhor colo que alguma vez irei conhecer, és um modelo a seguir. És uma rainha, a minha rainha. O meu coração pertence-te.
Eu sei, não sou perfeita, e muito menos sou quem imaginas-te à quase 20 anos enquanto acariciavas a tua barriga de grávida. Talvez não te encha de orgulho, e talvez merecesses mais. Eu sei. 
Mas, garanto-te, podias ter quantos filhos quisesses, poderiam até ser os melhores, os mais inteligentes, os tais perfeitos.. Nenhum deles, absolutamente nenhum, iria ter o amor por ti, que eu tenho. 
Amo-te como nunca ninguém te amou, Mãe. 
Não sei o que fazer sem ti, não sei viver, sem ti. 
Sou a menina da mãmã, sempre fui, e sempre serei. 
Mã? Por favor? Não vás embora! Sê forte por mim. 
Mããã? Ouves-me? A vida não pode ser tão injusta ao ponto de te fazer este mal todo. Eu estou aqui.
Mããããã? Surdinha, como sempre. Olha, não penses sequer em deixar-me neste mundo imerso de pessoas más sozinha. Tá? É que nem penses! 
Vamos ser fortes sim? Os três, juntos. Vamos acreditar em algo bom. 
Por favor Mãe, não te vás abaixo, cada lágrima que cai pela tua face, parte um pedaço do meu coração. Daria tudo de mim, a ti, daria a minha saúde, toda, só para ficar em paz, e saber que ficavas bem. 
Desculpa, desculpa estar a ir-me abaixo, desculpa! 
Apenas, fica, aqui. 
Comigo, connosco. 
Se voltar a ser cancro, nós voltamos a dar cabo dele, já o fizemos duas vezes, certo? Não desistas.
Nada sou, nada vale a pena, se não te tiver do meu lado.