Sabes o quanto me dói o coração?
Sabes a cor escura que a minha alma possui?
Tento esquecer, mas aparentemente isso é só mais uma maneira de lembrar, e quando lembro.. É de tudo, desde o primeiro segundo que reparei na cor dos teus olhos. Foi exactamente esse segundo que mudou toda a minha vida.
Como é possível conseguir deixar o meu tudo?
Como é que queres que continue a fazer a minha vida quando tu te foste embora?
É como se me tivessem arrancado metade de mim, e dizerem, agora vai, habitua-te a andar com uma perna, a respirar com um pulmão. Vai, vive como se nada fosse.
Mas como? Grito eu!
Penso em ti desde as oito e meia da manhã até à meia noite, exactamente as horas em que passo acordada e ainda teimas em vir aos meus sonhos, é exaustivo sim, por mais que tente não consigo mudar isto.
Por vezes até me conformo, por um segundo, porque no a seguir as lágrimas tomam conta dos meus olhos e o todo o meu corpo treme de dor.
Apetece-me dizer-te tudo, que morro de saudades tuas, que te quero aqui e que estes são dos piores dias que já vivi, mas o amor não se pede, e por mais que me mate por dentro, tento dar-te o teu espaço.
Se voltares, que seja por ti e não porque eu implorei.
Fizeste-me acreditar no amor, fizeste-me amar-te a ti mais do que me amo a mim, crias-te borboletas e tudo mais no meu estômago e agora?
O amor é uma merda.
É, grande merda.
Nunca mais na minha vida me quero sentir assim. Mesmo que para isso não volte a amar.
É das piores sensações que já senti, o vazio.
Sou apenas um, nada.
Um nada que passa os dias a pensar em ti.
Um nada que espera que voltes.
Um nada que caiu no fundo do poço.
