Pelo meio, vou morrer de saudades tuas, vou comparar-te a outras pessoas, vou procurar pedaços de ti, de mim, de nós. Vou querer de volta o sentimento que me deste, a felicidade que sentia, a segurança do nosso namoro. Vou acreditar que é impossível voltar a ter algo assim.
Não vai ser fácil e eu sei disso tão bem, mas não posso lutar por algo que já não existe, algo cuja data já expirou, algo que se esgotou.
Contigo aprendi que o amor não chega falta-te a vontade, a paixão. Falta-te tanto de mim.
És feliz sozinho, no teu mundo, na tua vida. Não precisas de ninguém e muito menos de mim.
Não te conheço sabes, irónico como sempre o disses-te e eu nunca acreditei. Era mesmo verdade.
Não conheço pedaço nenhum de ti.
Apercebi-me disso quando nem soube como te apoiar, quando o meu melhor não foi o suficiente para ti.
Já nem consigo ser eu, perto de ti, só sei ser o ideal que tu queres que eu seja e isso é tão cansativo.
Já chega.
Não dá mesmo mais.
Nós não resultamos, disses-te tu uma vez e eu calei-te com beijos, no fundo talvez soubesse que tinhas razão, mas admitir isso seria demasiado difícil para o meu coração.
Parecia que tu estavas de fora a observar tudo, só eu é que vivi o sonho não é?
Eu é que estava dentro da bolha onde parecia a relação perfeita?
Hoje sei que sim.
Recomeço agora o meu percurso sem ti, com o teu silêncio.
Vou seguir em frente, porque, tu destruíste-me
E não se destrói a pessoa que se ama.