Tu.
Sabes, eu cresci a pensar que não existia nada impossível, que quem quer faz, e que por mais difícil que seja, todos os nossos objectivos e sonhos podem ser realizados.
Depois conheci-te.
Um sonho.
Mas deitas-te por terra tudo aquilo que eu tinha desenhado no meu pensamento, pela primeira vez fizeste-me pensar e dizer a palavra impossível. Não sabes nem imaginas o quanto me doeu.
Porque para mim não existe nada mais estúpido que a impossibilidade.
O que é afinal impossível?
Voar. Tudo bem, concordo. Mas sem falarmos em termos figurados e absurdos, na verdade nada é impossível, esta palavra tão temida foi inventada para quem quer seguir um caminho fácil.
Algo que eu nunca farei. Pode ser difícil, pode doer, magoar, pode rasgar-me ao meio, mas eu vou tentar, e se eu tentei então é possível. Nem sempre consegui, ou consigo, ou irei conseguir.
Talvez viva no mundo da lua, mas nem que me pagassem desceria à terra.
É lá em cima que sou eu. Cheia de sentimentos, de sorrisos, choros, erros.
E que sentido tem esta vida se não for vivida por inteiro?
Nem sempre o faço, admito, existem dias que desisto, que me mantenho cá em baixo, fria, gelada até, porque é mais fácil. Oh, tão mais fácil. Mas depois acordo e apercebo-me que além de fácil é triste. E para tristeza já nos basta os problemas sérios que a viagem da vida nos trás.
É pelos momentos na lua que vale a pena viver na terra.
Seja no que for.
Ah e quanto ao impossível, isso é apenas uma desculpa.