Lembras-te do nosso sítio?
Aquele onde mais ninguém sabe ir a não ser eu e tu? Aquele que leva tudo como as ondas no mar e permanecemos apenas nós. As nossas conversas. As nossas coisas.
O nós. 
Morro de saudades de nós.
Acima de tudo, de ti.
De ti, comigo.
Do meu amor e melhor amigo.
Onde andas?
Do meu lado, eu sei, mas não te sinto.
Não vejo o brilho dos teus olhos. 
Não fujas, eu preciso de ti, por baixo desse orgulho tu também precisas de mim.
Não queiras ir para o teu mundo fechado.
O teu lugar é aqui, a fazeres toda a gente rir, a mostrares como consegues fazer tudo bem, a seres um engenhocas, o meu orgulho.
Tu és tanto meu amor, aqui, do lado de fora do mundo para onde tendes a ir.
Por isso fica.
Fica,
que eu morro de saudades
tuas.