#quintadoscontos

Despeço-me de ti. De todo o medo, choro, tristeza que deixaste.
Deixo isso aqui, no meio da rua.
Sempre soube que te iria amar para a vida, mas não o quanto lutava por ti em segredo.
Hoje sei, e não te amo.
Estás em mim, guardado no sitio certo.
Apenas.
Liberto-me de toda a nuvem de maldade que libertas-te na minha vida.
Lembras-te da miúda sorridente, divertida que conheceste?
Lembras-te porquê que te apaixonaste por mim? Pela irreverência? Lembras-te que adoro tudo o que seja pequenas coisas desde a chuva à lua? Pois é.
Eu tinha-me esquecido. Não sabia quem eu era a não ser o meu amor por ti.
Não fui parva por acreditar no amor, porque esse existe, oh se existe, não fui parva por acreditar que tu me poderias amar porque tens essa capacidade, fui parva sim, por criar alguém na minha cabeça que não existia, fui parva por pensar que eu merecia o pouco amor que sabes dar.
Hoje sei o que quero e o que mereço. E isso não passa pela tua pessoa.
Liberto-me.
Voo.
E vou em paz meu amor.