Como estás?
Onde estás?
Ontem pensei se já serias pai.
Tu, pai, de um menino com cara de menina tal como tu quando nasceste.
Menino esse que eu um dia imaginei que fosse filho meu ao olhar as tuas fotos na casa dos teus pais.
Encontraste o amor?
Deste esse amor a outra?
O que eu sempre quis.
Já acreditas no que sempre te disse?
Que amar alguém como eu te amei a ti é a coisa mais bonita do mundo.
Eu, cá ando, não encontro outra maneira de te esquecer senão a de escrever sobre ti, a gastar as palavras sobre a nossa histórias de todas as maneiras possíveis.
Mas sou feliz.
E tu, serás feliz?
Não sei.
Não sei onde vives, o que fazes ou quem és.
Não sei se continuas com medo de compromissos e a ter prazer na traição.
Não sei se finalmente acreditas em sonhos e dás um beijo à tua mãe.
Não sei se imagine uma vida para ti e parta todos os pedaços do meu coração ou se continue no não saber, onde secretamente acredito que possas voltar para mim.
Não sei.
Onde estás?
Posso ir aí?
photo credit: Brandon Woelfel
