Tão reais quanto eu e ele. Mesmo que dissessem sermos impossíveis.
Quando eu o beijei naquela noite quente de verão, eu soube.
Não pelas borboletas que se soltaram em todo o meu peito mas pela calma, tranquilidade que aquele momento me transmitiu, como se os meus lábios já tivessem beijado os dele vezes sem conta. Como se ele fosse um pedaço perdido de mim e finalmente estivesse completa.
Em meia hora o sol nasceu, deixando o céu numa tonalidade rosada, cor que nunca esquecerei, com ele ao meu lado a observar as ondas a embaterem na areia lentamente.. Pensava em como lhe dizer.
Mas como se conta a alguém que acabaste de conhecer que que é o amor da tua vida?
Não conta, e nunca o fiz.
Porque eu sentia que sim.
Um dia, depois de ele quase perder a vida, confessou-me que eu era a sua alma gémea. Que ele também sabia que sim.
E assim, cinco anos depois recomeçamos a história mais bonita na página dois, sendo que a primeira era especial demais para se apagar.
Hoje olho para ele e sei.
Sei que somos loucos.
Um pelo outro, um com o outro.
Sei que não se explica, que nós somos muito nós e o mundo é tão pequeno para a imensidão do nosso amor.
Sei que ele é um lugar que me afasta de tudo e aproxima da paz.
O meu porto seguro.
Sei que somos como o sol e a lua que criaram o eclipse só para se poderem tocar. Sei que não vai ser perfeito, vai exigir tempo, dedicação, amizade e paciência.
Sei que vou sempre lutar por ele, pelos sonhos dele assim como ele faz comigo.
Sei que vamos ser felizes com muito ou pouco.
Sei que um dia vou olhar para trás e chorar de felicidade pelas nossas memórias de tão boas que foram.
Sei que vamos ser o orgulho das pessoas ao nosso redor.
Eu sei que sim.
Que és o meu amor,
De uma vida.
