#quintadoscontos



Certo dia perguntaram-me porque eu achava que te amava tanto, ou se sabia as razões para tal.
Na altura respondi que não, não fazia ideia e por mais que remexesse nas memórias do coração, não encontrava momento algum que me fizesse nutrir um sentimento tão imenso por ti. Não que não tenhamos tido instantes maravilhosos, perfeitos e mágicos, claro que tivemos, e estão guardados, segundo por segundo, beijo por beijo, olhar por olhar com toda a simplicidade em que nos envolvíamos. Mas não, não era por isso.
Não soube responder à pergunta e foi-me dito que se calhar estava enganada em relação aos meus sentimentos por ti. Acreditei piamente nessa afirmação.
Mas apercebi-me que não passava de um absurdo.
E hoje encontrei a resposta, não sei porquê que o amei tanto, não sei as razões para tal, porque o amor é irracional, e não define, nem se explica. Eu amei-o porque sim, porque tinha de amar. Porque para mim, era o homem da minha vida, o pai dos meus filhos. Eu amei porque a vida ou o quer que seja assim quis. Ponto.
Amei e continuaria a amar se ele me tivesse deixado.
Só não me venham perguntar como e porquê que se ama alguém, porque quem o fizer, nunca amou.