Ela.
Irónico como nunca percebi o que poderia ter que eu não tivesse.
Não era sequer capaz de pensar em pronunciar o seu nome sem sentir o coração parar lentamente até petrificar.
Ela era significado de raiva, rancor, ódio.
Mas..
Apercebi-me que eu quis ser ela, comparei-me milhares de vezes e ela sem saber não era eu.
Ela. Eu.
Duas mulheres tão diferentes que tinham algo em comum.
Ele.
Todas as noites que eu chorei por não o ter, valem pelos mil sorrisos diários que me dá.
Mas ela..
Ela viveu algo com data de validade.
Eu tive.
Perdi, para ela.
Mas...
A mim voltou.
Ela.. Teve e perdeu.
Ainda assim o meu sentimento de ódio continuara sem razão alguma para não me relembrar da mágoa que ele me causou a dada altura.
Então perdoei-o. A mim também.
Por me ter batido tanto sem necessidade.
Eu não era mais, nem menos, melhor ou pior, eu era eu e naquela altura não era a pessoa que ele queria e por mais que custasse aprendi a respeitar.
Quando o fiz reparei que o ódio não fazia mais sentido. Ela não tinha feito nada além de amar alguém e eu não a posso criticar, hoje faço o mesmo.
Ela.
Eu.
Duas mulheres que o amaram.
Uma que ama, ainda.
Porque o amor não se escolhe, e o que tem de acontecer acontece sempre.
Mesmo que passe uma eternidade.