(...)
Acho que gosto de ti. - Disse-me ele baixinho ao ouvido numa noite de viagem.
Sorri. Naquele momento poderia ter adivinhado que aquele miúdo era o amor da minha vida pela maneira com o meu coração se sentiu calmo, no sítio certo, mas não tinha maturidade para isso.
- Eu acho o mesmo. - Respondi.
Dei-lhe a mão. Como se lhe desse a alma secretamente.
É possível gostar de alguém assim? Em tão pouco tempo?
Deitamo-nos na areia, em cima de uma manta minha, o céu iluminava-nos, como se as estrelas brilhassem só para nós. Falámos. Rimos. Incrível como raramente falámos de nós, mesmo vivendo momentos tão únicos.
Não me importava. Mesmo tendo a mania de dar nomes a tudo. Estava tão mas tão feliz, isso chegava. Eu e ele, à beira mar, uma manta e estrelas. Tão simples mas tão complexo.
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Partilho pela primeira vez um excerto do meu livro, sou tão feliz a escrevê-lo.