Passei por ruas, perdida, na esperança de te encontrar.
Vi-te no corpo de outros homens. Na silhueta de outras pessoas.
Senti o teu perfume, fechei os olhos e respirei fundo, como se quisesse guardar aquele aroma para sempre dentro de mim.
Senti um arrepio.
Abro os olhos e estás tu.
Há minha espera.
Ou não.
Se calhar estás apenas na esperança de encontrar outra como eu.
Ou não.
Apenas outra.
Nada a ver comigo.
O que estás aqui a fazer, afinal?
E porquê que continuas igual?
Com esse sorriso... Esse brilho no olhar. O que me fez apaixonar por ti.
Ainda te lembras?
Do primeiro pôr-do-sol? Da última lua cheia?
Costumavas acender velas na varanda e dizer que me amavas.
Também fazes isso a outra pessoa?
Que nada tem a ver comigo.
Incluindo o amor.
Ninguém te pode amar como eu amei.
Amor inocente.
Sem maturidade.
Amor de magia.
Passei por ruas, perdida de mim, à espera que me encontrasses.
E encontraste.
Mas seguiste em frente.
E eu também.