É tão frágil.
Tão complicado.
Enquanto escrevo isto uma voz na minha cabeça diz-me que não.
Que o amor não é assim. Que não deve ser assim.
Calo-a. Porque já não sei no que acredito.
Ou se quero, acreditar.
No amor.
Sempre sonhei com um para sempre, sempre desejei um parceiro de vida, um melhor amigo antes de marido, alguém com quem fosse fácil conversar, sorrir, viver, no fundo.
Essa fantasia levou-me a aceitar muito menos que aquilo que mereço.
E certamente que isso não é amor.
Agora simplesmente, não sei.
Se existe mesmo.
Se vale a pena.
O estar com alguém só porque sim não me apaixona, o ficar por ficar não me desafia.
Gosto de sentir. Tudo. Bom ou mau. Gosto de estar viva. E não de ir vivendo.
Possuo uma teimosia enorme em ser feliz. Ainda que a felicidade sejam momentos, apenas.
Não sei se ainda acredito no amor.
Nas pessoas.
Não sei se haverá alguém para mim, que queira tanto viver em pleno. Lutar sempre pelo sorriso.
Não sei.
Não sei se ainda acredito no amor.
(Hoje é o dia dele, do amor. Aproveitem muito.
Eu sou eternamente grata por todo o que tenho na minha vida, seja de que maneira for.)