Evitas-me na esperança de não me amares.
Não é?
Desvias o olhar.
O toque.
O sorriso.
Desvias-me de ti.
Por segundos.
Quando deixas de resistir, beijas-me como se fosse tua desde sempre.
É aí que eu sinto... O medo.
De mim.
De me amares.
De quereres ficar.
Por um momento.
Ou para sempre.
E voltas a resistir.
A evitar.
-me.
Porque não queres saber o que sentes apesar de o sentires.
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