Sabes, vais ter sempre um lugar em mim.
Não por ti.
Não pelo teu olhar.
Não pela nossa história.
Mas sim, por tudo aquilo que me fizeste sentir.
Recordarei sempre a maneira especial como o meu coração bate assim que se lembra de ti.
Assim que te vê.
Que te sente.
Recordarei, sempre, a vista da ponte e tu sem camisola a fazer o nosso almoço.
Recordarei, sempre, o teu rosto a dormir, o quanto gostas das minhas bochechas.
Recordarei, sempre.
Não por ti.
Por mim.
Porque me deste dos sentimentos mais bonitos que pude sentir na minha vida.
Não posso continuar a tentar trazer-te para um presente que nunca irá existir.
Não posso continuar a escrever um conto de fadas, sozinha.
Não podes continuar a iludir-me quando não sabes o que queres.
Por isso, recordarei, sempre.
Eu.
Tu.
As gargalhadas. Brincadeiras. A cumplicidade. A magia. Os lençóis amarelos.
Recordarei, sempre,
Nós.
Com o gosto amargo de nunca termos tentado realmente. De não darmos o fim ou o início que merecíamos.
Eras tu. Podias mesmo ser tu.
Mas, já não. Não mais.
Sabes, vais ter sempre um lugar em mim.
No passado.
É lá, somente lá,
que estamos.