que não.

Não sei se me amas-te.
Por mais que o tenhas dito, nunca acreditei.
Tampouco sabia eu o que era amor de verdade.
Mas amei-te. Na ideia que tinha de amar na altura.
Não fui o amor da tua vida, nunca me o disseste e mesmo que o fizesses,
eu não acreditaria.
Irónico.
Eu acreditava em tão pouca coisa que saía da tua boca.
Como que se soubesse, desde o inicio.
E como se vive com a dor de saber que para o amor da nossa vida fomos apenas mais uma?
Não sei.
Não sei se me amas-te, mas desejo que não, para que possas ainda aprender a fazê-lo, para que dês a alguém tudo o que te dei a ti e tu nunca aceitas-te.
Não sei se me amas-te.
Ou sei.
No fundo sei, sempre soube,
que não.